A estrela de Estela – por Martha Baptista/Diário de Cuiabá

MONOFOLIAR – www.diariodecuiaba.com.br  

A estrela de Estela

Ela tem só 23, mas já está na estrada há muitos anos. Já é uma artista que brilha, com sua luz própria e talento

Martha Baptista
Da Reportagem

Estela Ceregatti tem 23 anos e, pode apostar, ainda vai voar longe. Compositora, cantora e instrumentista, ela não é uma cara nova no cenário musical mato-grossense, pois já se apresentou com vários grupos, como Os Novos Chorões, Boca de Matilde e Bionne, mas de um ano para cá vem se firmando com um trabalho autoral. Teve, inclusive, uma composição (“Céu Reduto”) incluída no CD “Cirandando” de Vera Capilé, lançado recentemente.

Tudo isso explica a inclusão do show “Monofoliar” na mostra Guaná – Aldeia Sesc de Arte e Cultura. Estela Ceregatti sobe hoje ao palco do teatro do Sesc Arsenal, em companhia dos músicos (e também compositores) Juliane Grisólia (percussão) e Jhon Stuar (contrabaixo e piano) – que são alguns de seus parceiros no grupo Urutau. A proposta do espetáculo é ousada, expressa “a musicalidade dos compositores entrelaçada a influências populares diversas” e é resultado de muita pesquisa, inclusive, usando o mocho, instrumento típico cuiabano.

“Como músicos salientamos a semântica da palavra atrelada a texturas e atípicos timbres de concepção instrumental e na despretensão de alcançar o alcançável, irrompem a si mesmos através das sonoridades de seus corpos e o todo – ínfimo – mono – foliar”, afirma Estela, no texto de apresentação do espetáculo.

ONIPRESENÇA DA MÚSICA

Em resposta a algumas perguntas feitas por email, Estela acabou enviando ao Ilustrado um texto muito revelador da importância da música em sua vida, do qual vamos reproduzir alguns trechos:

“A música está presente em minha vida desde sempre, talvez em algum alcance que ultrapasse esta vida. Cresci em um cerne familiar felizmente sensível. Tios músicos – Ellen e Pio Toledo, mãe psicóloga e pianista, pai professor de artes. Estudei em uma escola cuja arte é a principal matéria, ela é que rege a pedagogia Waldorf, e foi lá também que dei de encontro com o teatro, a culinária, os desenhos de formas, trabalhos manuais, marchetaria, esculturas de argila e a ‘música’ – como ela me chamou atenção! Tudo tinha um toque musical: o deslizar dos pincéis ao pintar uma aquarela, a água escorrendo no barro, as falas ritmadas do teatro ou o canto, puramente, nas aulas de música. (…) Para mim a música nunca está sozinha, mas interligada a outras artes que acabam por fortalecê-la.”

Estela conta que a necessidade da criação artística sempre existiu em sua vida, até que um dia se transformou na vontade de compor: “Aos 14 anos, assim que comecei a aprender a tocar violão, não me bastavam interpretações. Apesar de crer que elas são essenciais para manterem vivas as músicas de outrora, senti fortemente a sensação de querer criar algo no meu instante, talvez algo novo, mas de coração, verdadeiro. Aconteceu que a música na minha vida se tornou meu mais importante alimento para o espírito.”

Ela destaca alguns professores de grande importância para sua formação: Fátima Guedes (RJ), Ellen e Pio Toledo (MT), Roberto Victório (RJ/MT) e Flávia Vieira (RJ/MT). Hoje, Estela trabalha em seu primeiro CD solo e é professora de música no Colégio Brasílis, escola Waldorf, e no Porto Geral – um Ponto de Cultura.

A experiência com outras profissões, durante a época em que morou em Toronto (Canadá) e tocou em restaurantes, bares noturnos e galerias de artes, foi muito enriquecedora, segunda ela. Estela trabalhou como bar tender e fazendo sanduiches num fast food árabe. “Foram experiências duras, mas me trouxeram uma visão de sociedade nunca antes vivenciada. (…) Eu me senti cada vez mais provocada para falar sobre o que vivia, para externar uma enxurrada de pensamentos sobre as pessoas, o mundo, minha visão no anonimato”.

A necessidade de fazer arte ficou ainda mais forte: “Creio que ela possui a grandeza de transformar as coisas para o bem e é por isso que continuo a tecer o som todos os dias pelo infinito fiar das cordas do mundo em microtons. (…) Acredito que é preciso que haja o silêncio revelador de barulhismos para que se possa contemplar o som e perceber as minúcias de um sorriso ou de um crispar de folhas. Sinto que é preciso trazer as pessoas à escuta atenta, pois ela amplia os horizontes da imaginação”. Assim falou Estela…

SERVIÇO

O QUE: show “Monofoliar”

QUANDO: hoje, às 20h

ONDE: Teatro do Sesc Arsenal

QUANTO: entrada franca

SHOW MONOFOLIAR!

 

 15/09 (quinta-feira)

20h

TEATRO do SESC Arsenal

ENTRADA FRANCA!

 

“Monofoliar” é a convergência de músicas da compositora Estela Ceregatti em parceria com o compositor, contrabaixista e pianista Jhon Stuart e a percussionista e compositora Juliane Grisólia.

O show expressa a musicalidade dos compositores entrelaçada a influências populares diversas e revela-nos facetas sonoras através da pesquisa tímbrica (polivalência instrumental), de gêneros e ritmos universais, além da pesquisa folclórica e inserção do mocho, instrumento típico cuiabano. Os músicos salientam a semântica da palavra atrelada a texturas e atípicos timbres de concepção instrumental e na despretensão de alcançar o alcançável, irrompem a si mesmos através das sonoridades de seus corpos e o todo – ínfimo – mono – foliar.

VEJA O VÍDEO CONVITE: http://www.youtube.com/watch?v=zQP_ue-9QuA

 

I Seminário Nacional de Cooperativismo Musical

Rio Branco – ACRE

 

Rajada de vento vinda de longe, 
levantou poeira
de cada pedaço de chão deste país
para que nos transformemos em ‘nós’
enquanto sedimenta-se a poeira
 – agora terra mais fértil que antes!
 
 
Agradeço a todos pela troca destes dias!

 

Façamos melhor pela música em Cuiabá, Mato Grosso, Brasil
 
e que façamos o melhor à música do mundo!

 

Apresentação do Show “Monofoliar” no IV Teia!

Estela Ceregatti e Juliane Grisólia apresentam o show “Monofoliar”

no IV Teia – Fórum Regional dos Pontos de Cultura do Centro-oeste!

Show – MONOFOLIAR

 O show “Monofoliar” revela a trajetória musical da cantora/compositora Estela Ceregatti em parceria com a percussionista Jú Grisólia. Ambas as musicistas são atualmente professoras de música do ponto de cultura Porto Geral e revelarão no Fórum Regional dos Pontos de Cultura do Centro-oeste – IV Teia – 2011, algumas das músicas compostas por Estela, permeadas de variadas influências musicais, bem como  interpretações da música brasileira, de gêneros trabalhados com os alunos do ponto de cultura.

Dia: 22/07

Local: Palácio da Instrução

Às 22h

Entrada franca

VEJA O VÍDEO CONVITE:  http://www.youtube.com/watch?v=71rYsG9Wj4g

Territórios musicais!

Peço ‘escuta’ apurada diante de um tema tão envolvente!

Reflexões sobre os espaços em Cuiabá:

 É vergonhoso ver que uma capital composta por mais de 550.000 habitantes (IBGE-2009) se renda a pouquíssimos espaços veiculados a grandiosa cultura produzida aqui.

 Reformas para espaços privatizados à minoria, espaços ‘sucateados’ – sem reforma, ou superlotações à mercê de agendamento anual – é a síntese cuiabana que faz com que o percurso da arte seja dificultado, ao invés de enriquecido ou investido.

Abriremos novos espaços através da resignificação de pontos –inapropriados? Esperamos que o bom senso de alguns conduza a ‘ESCUTA’ à favorável percepção sonora advinda de espaços adequados?

Estela Ceregatti

 

“Territórios musicais:  uma proposta de linha do tempo na construção do cenário musical local”

TEMA A SER DISCUTIDO ESTA QUINTA-FEIRA (14/07)

NO OBSERVATÓRIO MÚSICA DO MATO:

http://observatoriomusicadomato.wordpress.com/programacaomarco_2011/julho-2011/

SESC ARSENAL

Apresentação de finalização do módulo “Música Cênica”!

APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS DO MÓDULO “MÚSICA CÊNICA”

DIA 17 (DOMINGO)

ÀS 20H

NO PAVILHÃO DAS ARTES (PALÁCIO DA INSTRUÇÃO)

ENTRADA FRANCA

 

 

O módulo de música cênica nasceu com o intuito de estimular profissionais da área ou não ao vislumbre desta técnica incorporada a partir do séc. XX e contribuir para a prática da música cênica em Cuiabá – MT, bem como à formação de novos grupos.

       Neste sentido, as oficinas revelaram o processo de criação onde música e teatro se integram em cena como um embrião comum a ser explorado conjuntamente. Para isso, foi preciso o entendimento do percurso histórico de outras propostas semelhantes, transformadas ao longo do tempo: óperas, operetas, modinhas, teatro de revista e teatro das mágicas, além da música eletroacústica/acusmática e eletrônica, que também foram introduzidas como elementos sonoros a serem utilizados em cena.

        A percepção sonora e consciência corporal foram desenvolvidas com muito ênfase durante as oficinas, através de constante improvisação aliada a instrumentos musicais, objetos de cena e com o corpo – que assim como na Eurritmia de Dalcroze foi explorado como instrumento cênico-musical.

                                                                                                                         Estela Ceregatti.

Pensamento dos dias.

“Não acreditem em nada do que dizem os livros. Não acreditem em nada do que dizem seus professores. Não acreditem em nada do que vocês vêem ou mesmo pensam, e também não acreditem em nada do que eu digo. Perguntem sempre por que a tudo e a todos. Tenham uma placa com um “Por quê?” bem grande escrito, em cima da cama, para lembrarem-se de perguntar ‘por que’ logo ao acordar.”  Hans-Joachim Koellreutter

Oficina de Música Cênica

Música Cênica no Curso Livre de Teatro

 
O módulo de música cênica do Curso Livre de Teatro terá a compositora Estela Ceregatti como ministrante.
O Curso Livre de Teatro é um curso permanente, em caráter modular, que está contribuindo bastante para inserir no mercado teatral, agentes mais capacitados para criar grupos de teatro atuantes no estado. Para isso oferece módulos técnicos de 32 horas de duração sobre áreas do espetáculo que comumente não são estudadas, mas que são bastante importantes para a condução de um grupo teatral que intenciona montar um espetáculo. Já foi oferecido os módulos de dramaturgia, cenografia e agora, música cênica. Em seguida teremos: direção, figurino, iluminação, teatro de grupo e produção teatral.
Estela Ceregatti tem 23 anos, é cuiabana e desde muito pequena teve contato com o mundo das artes, pois estudou em uma escola com Pedagogia Waldorf, cujo ensino é através das artes.
Em 2000, iniciou seus estudos de violão com Pio Toledo e Ellen Toledo e começou a estudar técnica vocal com Ellen Toledo. Aos quinze anos passou a integrar o grupo de choro: Novos Chorões, participando da gravação de dois CDs do grupo.
Já foi integrante da Bionne, grupo de choro e samba formado por mulheres, onde atuou como vocalista e violonista, e participou do grupo vocal feminino: Boca de Matilde

Compositora desde os quatorze anos, hoje com linguagem musical mais amadurecida, passou por alguns cursos / professores essenciais à sua formação, dentre eles: Curso de Música Popular Brasileira – SESC Arsenal, com Ellen Toledo e Pio Toledo – 2005, Curso Antropomúsica – Botucatu – SP, onde teve aula de Técnica e Arranjo Vocal com Meca Vargas (SP), Euritmia e Cântele com Veronica Brunis (Alemanha) e Composição, Prática em Conjunto e Construção de Instrumentos com Marcelo Petraglia (SP) – 2007. Curso de Técnica Vocal com André Vilani (MT) – 2007, curso de Composição e Violão com Marcus Ferrer (SP), pelo SESC Arsenal – 2009, Curso de Percussão Corporal com grupo Barbatuques (SP) – 2009, curso sobre Técnica Eletroacústica com professor renomado João Pedro Oliveira (Portugal) – 2009, curso de Eletroacústica com professora especialista Cristina Dignart (UFMT) – 2009, Curso de Harmonia com Ebinho Cardoso, SESC Arsenal – 2009, Curso de Extensão de Composição com Ticiano Rocha (UFMT) – 2010, Percussão Popular com Edson Quesada (DF) e aulas de canto popular com a renomada cantora brasileira: Fátima Guedes (RJ), pelo 32º Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília – 2010. Fátima Guedes acresceu grande influência em seu aprendizado.
Em 2008, esteve em Toronto – Canadá, onde encontrou importantes parceiros e apresentou interpretações e composições próprias em galerias de artes, casas de jazz e restaurantes brasileiros.
De volta ao Brasil, teve composições selecionadas pela Mostra de Música do SESC – 2009 e 2010, e dentre as participações especiais recorrentes, salienta-se o show do renomado Renato Braz, onde interpretou música de autoria própria em parceria com o músico. Em 2011, salienta-se seu show solo “Monofoliar” já apresentado algumas vezes na capital, além de parcerias com os músicos Mauricio Detoni, Ebinho Cardoso, Vera Capilé e Paulo Monarco.
Atualmente, Estela cursa o terceiro ano do curso de Música da UFMT, além de sua carreira solo integra o grupo URUTAU, que interpreta algumas de suas composições, entre parcerias e outras dos demais integrantes; integra o Grupo de Percussão do Departamento de Artes da UFMT, o grupo de música contemporânea da UFMT: Sensembow , desenvolve o trabalho de música cênica em parcerias com grupos de teatro de Cuiabá e atua na captação de áudio para cinema, além de compor sonoplastia/trilha para cinema e espetáculos de dança e teatro.

As aulas são às terças e quintas, das 19h às 22h, no Pavilhão das Artes. As inscrições estão abertas.

Serviço:
Incrições abertas para Módulo de Música Cênica do Curso Livre de Teatro
Terças e quintas, a partir do dia 07 de junho
Das 19h às 22h
no Pavilhão das Artes – Palácio da Instrução
Inscrições gratuitas: 3613 9230
www.pavilhaodasartes.com/

 
 
–
Juliana Capilé
SEC – gerência técnica de artes cênicas
65 – 3613 – 0203 / 65 – 8111 2597